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Após ser processada, Patricia Abravanel faz campanha contra LGBTfobia

Apresentadora do Vem Pra Cá e do Programa Silvio Santos, Patricia Abravanel é uma das estrelas de uma campanha do SBT contra o preconceito com lésbicas, gays, bissexuais, transexuais, queers, intersexuais e assexuais. O vídeo entrou no ar no sábado (1º), mas só viralizou nas redes sociais nesta segunda-feira (3). “Há 15 anos, o Brasil é o país que mais mata pessoas LGBTQIA+ no mundo”, diz Patricia no começo da campanha, que conta com vários funcionários da emissora paulista. “E o que você, o que nós temos a ver com isso?”, completa a atriz Maria Gal, intérprete de Gleyce Soares em As Aventuras de Poliana (2018) e Poliana Moça.

“LGBTfobia é crime. E a gente contribui com isso sempre que nos omitimos. Quando propagamos discursos de ódio, quando ofendemos a luta de tantas pessoas, quando não respeitamos os direitos do outro. Sabendo dessa realidade, precisamos nos unir e buscar a transformação. E ela começa em cada um de nós. A família SBT quer evoluir junto com você. E aí, você vem?”, continua o texto lido pelo elenco do SBT. Além de Patricia e Maria Gal, estrelam a campanha Jaqueline Libera (analista de Recursos Humanos), Cristiane Candido (diretora de Figurino), Murilo Daros (assistente de Design), Soraya Camargo (figurinista) e Otávio Martins, que também atuou em As Aventuras de Poliana. Luiz Alano (Arena SBT), Chris Flores (Fofocalizando), Gabriel Cartolano (Fofocalizando e Vem Pra Cá), Celso Portiolli (Domingo Legal) e Eliana Michaelichen (Programa Eliana) também aparecem no vídeo.

Patricia Abravanel foi processada em setembro de 2021 pelo Governo de São Paulo e pela Secretaria da Justiça por LGBTQIA+fobia. A comunicadora e o SBT responderam por discriminação na TV depois que ela disse no Vem Pra Cá que os conservadores têm o direito de serem intolerantes com membros da comunidade LGBTQIA+. Segundo a filha de Silvio Santos, eles ainda estão “aprendendo” a lidar com a diversidade. “Nós, que fomos educados com pais mais conservadores, estamos aprendendo, se (sic) abrindo. Mas acho que também é um direito [ser intolerante]. As pessoas deviam respeitar [a intolerância]. Por que não concordar em discordar? A gente pode ter opiniões diferentes, mas tudo bem”, disse a também apresentadora do Roda a Roda Jequiti.

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