23/10/2021

CPI sobre fala de Bolsonaro: ‘Desumano e indefensável’

Em nota publicada nas redes sociais na noite dessa quarta-feira (2/6), a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da COVID-19 reagiu ao pronunciamento do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

A carta chama o presidente de “desumano e indefensável” pelo atraso de 432 dias para ter uma posição mais firme sobre a pandemia da COVID-19.

“A fala deveria ser materializada na aceitação das vacinas do Butantan e da Pfizer no meio do ano passado, quando o governo deixou de comprar 130 milhões de doses, suficientes para metade da população brasileira”, informa o

O documento tem assinatura dos senadores Omar Aziz (PSD/AM), Randolfe Rodrigues (Rede/AP) e Renan Calheiros (MDB/AL). Eles são, respectivamente, presidente, vice-presidente e relator da CPI.

“Optou-se por desqualificar vacinas, sabotar a ciência, estimular aglomerações, conspirar contra o isolamento e prescrever medicamentos ineficazes”, afirmam os senadores no documento.

A carta da CPI também fala que a reação de Bolsonaro no pronunciamento “é consequência do trabalho (da comissão) e da pressão da sociedade brasileira”.

Os membros efetivos da CPI também assinam o texto, assim como os suplentes.

Nesta semana, a CPI ouviu a médica oncologista Nise Yamaguchi e a infectologista Luana Araújo.

A primeira é apontada como integrante do chamado “gabinete paralelo”, pessoas que aconselharam o presidente Bolsonaro durante a pandemia, apesar de não terem cargo no Ministério da Saúde.

Já Luana chegou a ser anunciada como responsável por uma secretaria dedicada à COVID-19 na gestão do atual ministro da Saúde, Marcelo Queiroga. Porém, ela não foi nomeada e deixou o cargo 10 dias depois por pressão interna.

O pronunciamento

A fala durou quase cinco minutos. Bolsonaro falou sobre a pandemia, economia, obras e a realização da Copa América no Brasil.

O presidente afirmou que seu governo “respeita a Constituição” para defender o “direito de ir e vir” durante a pandemia, apesar do isolamento social ser apontado como medida fundamental para frear a proliferação do vírus.

Ele também citou os repasses do auxílio emergencial para a população vulnerável. Lembrou, ainda, da sanção do Programa Nacional de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Pronampe), que vai transferir R$5 bilhões para empresários.

Sobre a realização da Copa América, Bolsonaro disse que o país vai seguir os mesmos critérios sanitários das partidas da Libertadores e das eliminatórias da Copa do Mundo.

O pronunciamento aconteceu em meio às pressões vividas pelo governo federal na esteira da CPI da COVID, em andamento no Senado Federal. O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, será ouvido pela segunda vez na semana que vem.

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