28/11/2021

Juazeiro: Justiça Eleitoral deve manter cassação dos diplomas de Gledson e de Giovanni

Parecer encaminhado ao Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE), preocupa o atual comando da maior cidade do interior do estado. É que o Ministério Público Eleitoral defendeu a manutenção da cassação dos diplomas e a inelegibilidade do prefeito de Juazeiro do Norte, Gledson Bezerra (Podemos), e do vice, Giovanni Sampaio (PSD).

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Segundo o documento, o MP Eleitoral pede que o Tribunal confirme a decisão da primeira instância da Justiça Eleitoral, que no dia 30 de abril cassou os diplomas da chapa por abuso de poder econômico. Apesar da cassação dos diplomas, Glêdson e Giovanni permanecem nos cargos já que recorreram da decisão de primeira instância ao TRE-CE. O Tribunal ainda não definiu data para um novo julgamento.

Na decisão, o juiz da 28ª Zona Eleitoral do Ceará, Giacumuzaccara Leite Campos, apontou uso ilegal de um helicóptero durante uma carreata dos então candidatos, realizada em outubro de 2020. A aeronave, que pertenceria ao empresário Gilmar Bender (PDT), aliado e maior financiador da campanha de Glêdson, teria feito um derrame de papel picado no evento político. As imagens, inclusive, foram publicadas nas redes sociais, de acordo com o despacho.

A ação, segundo o magistrado, decorreu em “grande benefício [aos candidatos], a ponto de tornar injusta e desproporcional a propaganda eleitoral”. Além disso, o juiz constatou omissão de despesas eleitorais, uma vez que, segundo ele, o uso do helicóptero não constava nas declarações de gastos de campanha apresentadas por Glêdson e Giovanni à Justiça eleitoral.

“A divulgação de uma informação inverídica quanto ao julgamento pela Justiça Eleitoral do processo de registro de candidatura de Gledson e Giovanni teve potencialidade de influir no pleito, já que a população foi, de modo sorrateiro, no dia anterior à votação, levada a crer que os candidatos recorrentes estavam com ‘candidatura liberada’. O peso dessa desinformação era tanto para o sucesso nas urnas que os recorrentes arriscaram até mesmo a aprovação de sua prestação de contas ou ainda representações por propaganda irregular ou por abuso de poder”, alegou a Procuradoria no parecer.

*Com informações de O Povo Online

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