23/10/2021

MRV, Tim, Magalu:Veja empresas que deixaram programa de Sikêra Jr.

MRV, Tim, HapVida, Magazine Luiza, Nivea e Ford anunciaram que deixarão de patrocinar o programa e outros canais de comunicação do apresentador Sikêra Jr., da RedeTV.

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Sikêra é acusado de homofobia depois de criticar, no ar, uma campanha da rede Burger King. No comercial, crianças dão seu ponto de vista sobre homossexualidade, ao lado dos seus pais.

Veja a peça publicitária da Burger King

“Vocês são nojentos. A gente está calado, engolindo essa raça desgraçada, mas vai chegar um momento que vamos ter que fazer um barulho maior. Deixa a criança crescer, brincar, descobrir por ela mesma. O comercial é podre, nojento”, disse Sikêra.

As empresas anunciaram que deixarão de patrocinar o programa depois de serem questionadas pelo perfil Sleeping Giants Brasil, movimento que luta contra o financiamento do discurso de ódio, nas redes sociais.

Caixa, Ultrafarma e Americanas são algumas das empresas que também foram questionadas pelo perfil, mas não se
manifestaram até agora.

A hashtag #DesmobilizaSikera chegou a ficar em primeiro lugar entre os assuntos mais comentados no Twitter na última segunda (28).

Marcas desembarcam do programa

Entre as marcas que já avisaram que não patrocinarão o programa nem farão anúncios nas redes sociais do apresentador, estão MRV, Tim, HapVida, Nivea, Ford e Magazine Luiza.

A MRV afirmou que “acredita na diversidade e não compactua com qualquer forma de preconceito. O programa Alerta Amazônia/Nacional já não faz mais parte dos nossos planos de mídia”.

O Magazine Luiza informou nas redes sociais que não anunciará mais no programa: “O Magalu é contra qualquer forma de LGBTfobia e nunca admitiremos isso. Não patrocinamos o programa, mas havia anúncios sendo exibidos de forma automática pelo YouTube no canal. Eles já foram bloqueados e não serão mais exibidos”.

A operadora Tim disse que realizou a suspensão da veiculação de comerciais na semana passada e que “não está ligada a movimentos nem compactua com disseminação de notícias falsas e discursos de ódio”.

A HapVida declarou que não apoia “forma alguma de preconceito, seja social, de credo, raça, gênero ou orientação sexual” e que suspendeu, “no momento”, o patrocínio ao programa Alerta Amazonas/Alerta Nacional.

No Twitter, a Nivea disse que “não compactua com a propagação de fake news e de discursos de ódio” e que já providenciou a suspensão do anúncio, assim como o bloqueio do canal.

A Ford, por sua vez, afirmou que “defende e valoriza a diversidade e reforça o compromisso com a comunidade LGBTQIA+”.Além disso, “agradece o alerta” e diz que a campanha questionada foi veiculada por um dos parceiros regionais da empresa e já foi encerrada.

As redes sociais de Sikêra Jr., além do canal do apresentador no YouTube, usam um tipo de sistema muito comum em quase todos os sites, chamado “mídia programática”.

A ferramenta permite que empresas veiculem seus anúncios a partir dos dados dos usuários. Os donos dos canais, assim,recebem por visualizações e cliques em anúncios exibidos em suas páginas.

MPF entra com ação contra apresentador

O Ministério Público Federal do Rio Grande do Sul entrou com uma ação civil pública contra Sikêra Jr. e a RedeTV por causa dos comentários do apresentador. O órgão pede que eles paguem uma indenização de R$ 10 milhões.

Segundo a ação, o apresentador “estimula a violência, caracterizando discurso de ódio e menosprezo pelo ordenamento jurídico e pelas instituições”.

Ao colunista Ricardo Feltrin, do UOL, responsável pela matéria, a RedeTV afirmou que “não tem ciência deste processo”, e que “não comenta processos judiciais em andamento”.

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