24/10/2021

O PDT, do presidenciável Ciro Gomes, sai em defesa do voto impresso

O PDT decidiu se unir ao presidente Jair Bolsonaro e seus apoiadores na defesa pelo voto impresso. Em um vídeo publicado nas redes oficiais do partido, o comandante da sigla, Carlos Lupi, questionou a garantia de lisura do processo eleitoral brasileiro. Nas palavras dele: “sem a impressão do voto, não há possibilidade de recontagem.
Sem a recontagem, a fraude impera”.

Já tendo anunciado intensão de disputar as eleições de 2022 por mais de uma ocasião, Ciro Gomes, é integrante do PDT. 

Ainda nas redes, Lupi disse entender que a pauta está alinhada a pessoas mais à direita, porém, isso não impede o PDT abraçar a causa. Para isso, usou o argumento de que defender a democracia é “salutar” e lembrou que há  25 anos, desde o surgimento da urna, o líder do partido, Leonel Brizola, apoiava a impressão do voto.

Quando tiver alguma desconfiança, alguma votação diferente de locais, você pode conferir esse voto”, explica. “Esse é o segredo de toda a democracia no mundo! A possibilidade de recontagem”, continuou.

Brizola defendeu a impressão do voto quando estava atrás da candidata do PT,  a atual deputada Benedita da Silva (PT-RJ), nas pesquisas do Instituto DataFolha ao governo do Rio de Janeiro. Em outubro de 2000, o pedetista chegou a afirmar que “manobras” estavam levando Benedita ao segundo turno. De acordo com matéria publicada na época pelo jornal Folha de S.Paulo, ele acusou o sistema de apuração eletrônica e falou a favor da volta da cédula de papel. “Perdemos o direito à recontagem”.

Ciro Gomes se posiciona

Após críticas dos correligionários, Ciro Gomes decidiu se manifestar. Também por redes sociais, defendeu o retorno do uso de cédulas impressas no sistema eleitoral brasileiro, classificando como um “aperfeiçoamento da urna eletrônica”.

A Câmara dos Deputados instalou na último dia 13 uma comissão especial para analisar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do voto impresso. A presidência e a relatoria do colegiado são de aliados do presidente Jair Bolsonaro. Respectivamente, os deputados Paulo Eduardo Martins (PSC-PR) e Filipe Barros (PSL-PR) estão à frente das articulações. O projeto é da principal bandeira da  presidente da Comissão de Constituição e Justiça, deputada Bia Kicis (PSL-DF)

Na última pesquisa do DataFolha sobre as intenções de votos para o primeiro turno das eleições de 2022, publicada no dia 13 de maio, o ex-presidente Lula tinha 41% , à frente de Jair Bolsonaro que somou 23%. O ex-juiz Sérgio Moro obteve 7% das intenções e  Ciro Gomes apenas 6%.  

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