23/10/2021

Planalto distorce reportagem e diz que The Economist faz “apologia ao homicídio” do presidente

A Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República usou o Twitter, na noite deste domingo (6/6), para atacar a revista inglesa The Economist e distorcer uma reportagem desfavorável ao presidente Jair Bolsonaro que foi publicada pela revista britânica, uma das mais conceituadas publicações do mundo. Nesta semana, a revista trouxe uma edição especial sobre o Brasil com uma série de críticas ao governo.

Como em outras vezes que se referiu ao País, a revista traz na capa uma nova ilustração do Cristo Redentor, desta vez respirando com uma máscara de oxigênio. O especial tem o título: “A década sombria do Brasil” e descreve o presidente brasileiro como um homem que quer “destruir as instituições, não reformá-las”, “esmagou todas as tentativas” de uma exploração sustentável da Amazônia e revelou serem “falsos” todos os votos favoráveis à renovação política.

Com Cristo no oxigênio,The Economist diz que Brasil precisa tirar Bolsonaro
Com Cristo no oxigênio,The Economist diz que Brasil precisa tirar Bolsonaro(foto: Reprodução)

Em resposta, a secretaria especial afirmou que ”A revista The Economist enterra a ética jornalista e extrapola todos os limites do debate público, ecoando no artigo”.

O Governo Federal continua: ”a boa notícia é que nem os brasileiros, nem o mercado, nem o mundo caíram no pranto ideológico e raivoso da Economist. Se a matéria tivesse alguma credibilidade, provavelmente a Bolsa de Valores sofreria alguma alteração significativa, por exemplo. Não foi o que aconteceu.”

A Secom chega a insinuar, inclusive, que a The Economist faz “apologia ao homicídio do presidente” ao falar, de maneira figurada, que é preciso “eliminar” Bolsonaro. A revista, em momento algum, sugere que haja qualquer tipo de ação contra a integridade física do presidente. O uso da palavra “eliminar” é em um contexto eleitoral, de vencê-lo nas urnas na próxima disputa, em 2022. 

Veja abaixo:

Os tuítes seguem exaltando medidas tomadas pelo presidente durante a pandemia como forma de justificar e contrapor as críticas feitas pela revista.

Por fim, afirma: ”justamente por reconhecer nossos avanços, a Economist esteja tentando interferir em nossas questões domésticas e, segundo o texto, defenda a eliminação do Presidente que está livrando o Brasil da corrupção e da sujeição às oligarquias que a revista parece representar.”

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